O pessoal da mídia tem discutido se houve realmente fraude na eleição do Irã ou não. Sinceramente, acho que está escancarada a ocorrência de fraude. Mas, talvez, a questão realmente importante a discutir não é o fato de um sujeito como este ser reeleito ou não, e sim o fato de uma criatura como ele estar com um grau de popularidade tal que permita se cogitar de sua reeleição. Este cara é um verdadeiro fascista, e não espanta nada o assassinato de sete opositores que ele determinou ao ensejo dos protestos, isto deve ser só o começo da truculência na reação de um governo que, embora (aparentemente) eleito, é um manifesto partidário do nazismo. Não há como se enganar, se o mundo livre (seja lá o que seja isso) não botar a boca no trombone, pode repetir-se o famigerado holocausto, tão eficientemente elaborado e praticado por Hitler e seus comparsas, só que desta vez vai ser nuclear, e não deve se limitar aos judeus, pois todo o mundo ocidental serve como alvo destes loucos do Irã. O mundo muçulmando do Oriente Médio vem demonstrando mais e mais como é equivocada a máxima de que "A voz do povo é a voz de Deus"; de fato, a eleição pelo povo, infelizmente, não é garantia de equilíbro e justiça, tal como já se viu em muitos casos, como no da ascenção de Hitler. Este é um dos paroxismos da democracia. No caso da revolução iraniana, de 1979, o povo foi às ruas e derrubou o Xá da Pérsia, mas foi para levar ao poder uma casta de Aiatolás ultradireitistas, que não respeitam a vontade de ninguém, e discriminam mulheres, homossexuais, judeus, curdos, e qualquer um que não lhe faça as vontades. O mesmo pode-se dizer da "revolução" do Hamas na Faixa de Gaza. Infelizmente, o Presidente Lula está insistindo em uma política "terceiro mundista" que respalda inúmeros ditadores, seja de "esquerda", ou "direita", numa clara contradição com as diretrizes que adotou para o seu governo, de um modo geral, que é justamente a da integração do Brasil ao sistema capitalista mundial. Não dá para entender, não tem lógica. A sua postura, em relação à política externa, somente pode ser compreendida como mais uma distorção em relação à idéia original do PT, que surgiu como uma alternativa à ditadura militar (de direita) e ao stalinismo (que, muito depois da morte de Stalin, ainda grassava na esquerda tradicional). Cadê a defesa da democracia? Ao duvidar da existência de fraude na eleição do Irã, quando praticamente todo mundo está vendo e dizendo que está escancarada, o Presidente, que em vários momentos demonstra equilíbrio e ponderação, sai de sintonia, perde o norte. O que vai acrescentar ao Brasil apoiar títeres que são um arremedo dos maiores fantasmas do século 20, tais como Ahmadinejad (clone "paraguaio" de Hitler) e Chávez (filhote de Stálin)? Sinceramente, é difícil saber quais os benefícios deste tipo de política, ainda que se pudesse concebê-la como uma "real politik".
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Data de criação : 07/09/25 Última atualização : 10/01/27 21:29 / 127 Artigos publicados








